30.6.08
Blue Mondays...
[De hoje a um mês - ou de amanhã a um mês (ou de depois de amanhã a um mês) -, qualquer uma destas será bem recebida. Aponte aí, Prof. Doutor Waits...]

Tom Traubert's Blues (Four Sheet To The Wind In Copenhagen)
Invitation To The Blues
Bad Liver and a Broken Heart
"Small Change" (1976), Tom Waits

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Olavo Lüpia, 30.6.08 | Referências | 4 Feedback(s)
28.6.08
O fascínio pelo assassino #3 - Charles Starkweather

Charles Starkweather era, fisicamente, qualquer coisa parecida com o cruzamento improvável entre Leonardo DiCaprio, James Dean (por quem o rapaz desenvolveu uma obsessão, vestindo-se e penteando-se como o actor) e uma conduta de ar quente. É um dos mais conhecidos spree killers, nome que os americanos dão a quem, numa mesma mesma resolução criminosa ou série de eventos temporalmente ligados, assassina uma pluralidade de pessoas.
No caso de Starkweather, foram onze vítimas numa road trip com a sua namorada Caril Ann Fugate, pelos Estados do Nebraska e do Wyoming, entre Dezembro de '57 e Janeiro de '58, tinha o rapaz acabado de fazer 19 anos. Caril Ann tinha 14. Entre as 11 vítimas contam-se a mãe, o padrasto e a meia-irmã de Caril Ann.
Nascido em 24.11.1938 na capital do Nebraska, Lincoln, e morreu aos 20 anos, através de uma descarga de umas dezenas de milhares de volts.
A sua história inspirou realizadores e músicas. Muitos filmes foram feitos com base na história de Starkweather, como "Badlands" (1973, Terrence Mallick). É baseado na história de Charles e Caril Ann, filtrada pela visão de Mallick, que Bruce Springsteen escreve a música que inicia e dá o título ao disco "Nebraska" (1982).

Nebraska - Bruce Springsteen
"Nebraska" (1982)

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Olavo Lüpia, 28.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
27.6.08
Porque hoje é Sexta...

Praticam música folclórica judaica do leste europeu, mais propriamente, o klezmer. Mas fazem questão de frisar que é o velho, bom e tradicional klezmer, sem 'modernices', pelo que, consonantemente, cantam em yiddish. Chamam-se Oy Division (não falta nenhum "J", não...), são israelitas e mostram que de Telavive aos Balcãs é um passo muito pequeno...

March of The Morons
New Greeklezmer

Parece que têm um disco de estreia homónimo (?), lançado, por certo, lá, na rua deles - que não encontro qualquer informação sobre o objecto nos sítios do costume. Podem ouvir mais coisas deles no seu (deles) myspace.

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Olavo Lüpia, 27.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
26.6.08
10/10 (dez-em-dez) - "Nebraska", 1982

Um pequeno tesouro. Uma espécie de low-fi acidental antes do "lo-fi". A verdade é que "Nebraska", subsequente ao duplo "The River" (1980) e precedente ao brutal estrelato de "Born In The U.S.A" (1984) não esteve para si este disco.
Springsteen gravou as canções num gravador de 4 pistas com o intuito de as registar para depois as gravar com a E-Street Band. E chegou a fazê-lo, mas teve de convir com o manager Jon Landau que o folk sombrio e misterioso das maquetes servia muito melhor o propósito das músicas. Especulando, andará, então, por aí um "Nebraska" eléctrico...
[Espero que não: que todas as masters tenham sido destruídas.]
Assim ficamos com a guitarra acústica, a voz e a harmónica de Springsteen... e pouco mais que isso (a guitarra torna-se eléctrica em Open All Night, uma espécie de 'off-topic' do disco).


Atlantic City

O que "Nebraska" tem para nos oferecer é um conjunto de contos pequenos, a serem ouvidos como se se visse um filme de pequenas histórias entrelaçadas, ao estilo de um "Magnolia" (1999). Pequenos contos sobre assassinos, como a assombrosa faixa-título que abre o disco - da qual falaremos noutra altura -, as relações de um mero 'peão' com a Máfia, no relato detalhado de Atlantic City, e uns mais humanos 'small-time crooks', em Johnny 99 ou State Trooper, para além do outro lado: o conflito de um agente da lei quando se vê perante o dilema de cumpri-la ou deixar o próprio irmão fugir (em Highway Patrolman). E como estas histórias se entrelaçam: o Frankie Roberts de Highway Patrolman podia muito bem ser a personagem da história seguinte, State Trooper, na sua desesperada e solitária fuga de carro nocturna. A cinematografia destes pequenos contos não podia estar mais exposta que neste pequeno facto: Highway Patrolman deu origem ao filme "Indian Runner" (1991, "União de Sangue", na versão portuguesa), com argumento e a estreia na realização de Sean Penn.


Highway Patrolman

State Trooper

No meio do "filme" aparece também a personagem Bruce Springsteen a exercitar (Mansion On The Hill) ou a exorcizar memórias de infância (My Father's House) - e um pouco das duas em Used Cars. Mansion On The Hill é uma referência verídica a uma grande casa numa colina nos arredores de Asbury, NJ, que fascinava a imaginação dos pequenos Bruce e Pamela Springsteen (a irmã mais nova), mas também a do jovem Danny deVito!...


Mansion On The Hill

No final, como em qualquer filme e como em qualquer história, vem a sua sustentação moral, neste caso uma esperança misteriosa - divina? - que dá às pessoas uma razão para acreditar.


Reason To Believe

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Olavo Lüpia, 26.6.08 | Referências | 1 Feedback(s)
25.6.08
"Reminiscências: lugares e pessoas" * #2

CUBA 1970, Dead Combo
"Lusitânia Playboys" (2008)

Realização: Mário Costa

[* Título roubado a um pequeno conto de Woody Allen, primeiro editado na revista "New Yorker" e depois arrebanhado para o livro "Efeitos Secundários".]

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Olavo Lüpia, 25.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
24.6.08
Vídeos do Outro Mundo
Pop Levi é um músico e realizador radicado em Londres com um disco na forja, "Never Never Love". Como promoção, o normal passa pela gravação de um vídeo, mas Levi viu as coisas de forma diferente. E porque não dois vídeos, a serem vistos em simultâneo?
Experimentem lá abrir a primeira e a segunda parte de Semi Babe em janelas distintas, "colando" horizontalmente os ecrãs do You Tube (como na imagem abaixo), seguir as instruções e recostem-se...



[Adenda: o Hugo colocou isto de maneira perfeita lá no tasco dele. Ora, vejam só.]

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Olavo Lüpia, 24.6.08 | Referências | 3 Feedback(s)
Novidades - Foge Foge Bandido


Demorei a escrever sobre o projecto Foge Foge Bandido ou «Então, e o que tu andaste a fazer nestes dez anos, Manel Cruz?». E, mesmo agora, não me sinto muito à vontade para dizer coisas amadurecidas sobre o duplo "O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei". Vamos lá a ver o que por aqui se arranja.
Primeiro, o packaging e todo o artwork da coisa. Brilhante, no mínimo. Este é também um (duplo) disco que se lê e vê. Das letras aos desenhos esquisitos e esboços de rimas e poemas, pelo punho do artista, passando pelo resumo por todos os suportes em que foram registados os sketches e riffs que originaram as faixas (78!!) do disco - das cassetes aos Minidiscs até ao suporte informático actual. Todo um trabalho visual no livro que envolve o disco, no que também se não pode esquecer o arrojo da editora Turbina (já o packaging estranho do disco do Nuno Prata me havia surpreendido).
E a que soa - o mais importante? Eu sei lá!... Há por ali a influência do Tom Waits, mas também há rock, pop, programações e loops, beatboxing e spoken word, folk e fado, e muita experimentação...
Esse um dos grandes desafios do disco. É denso. Muito denso. Muitas ideias, muitas delas (muito boas) explanadas em menos de dois/três minutos. E há canções excelentes... e às dezenas: Tirem o Macaco da Prisão, Borboleta, Ninguém É Quem Queria Ser, Canção da Canção Triste, Falso Graal, Um Tempo Sem Mentira, À Sua Volta, Canção da Canção da Lua (e ainda só vou nas que me lembro, assim de repente, do primeiro disco, "O Amor Dá-me Tesão")... E depois, pega-se no segundo discozinho, vermelho, e saem de lá, logo nos primeiros minutos Canto dos Homens-Conto, As Nossas Ideias (um monumento de 1'58'' apenas!), Tu Não Tens de Mudar, Acorda Mulher... e a lista continua e continua...
[Quando ando pela estrada fora e pontapeio uma pedra só descubro uma ou duas dores nos dedos do membro inferior acidentado. Já Manel Cruz parece ter nascido com aquele dom de dar um chuto à mesmíssima pedra e saírem de lá debaixo uma 3 ou 9 ideias...]

Em termos de escrita, Manel Cruz também nunca foi fraco, longe disso. Descanse qualquer admirador do homem, que continua a haver aquele cuidado nas palavras usadas, nos seus significantes e significados.
De resto, nota-se ser um disco de afectos. Um disco de família. Não só porque há membros da família Cruz e derivados a participar, mas também amigos e todos os Ornatos Violeta - como que a provar que, por mais disfuncional que pareça, toda a família se pode dar bem se dominar essa técnica maravilhosa, o doseamento das relações.
O meu conselho é mesmo este: se não o tiverem, comprem-no. A sério. É um clássico instantâneo. Um disco que demora a deglutir, quer se pense numa "digestão" mais imediata, de dias ou semanas, quer numa perspectiva mais intemporal, de anos... De uma vida - ou, para os mais exigente, só de uma década, a que agora finda na vida do criador do Foge Foge Bandido.

Mais uma vez, remete-se para as músicas que podem ouvir no site do projecto, como perfeita porta de entrada para este trabalho.

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Olavo Lüpia, 24.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
23.6.08
Blue Mondays.../With A Little Help From My Friends
No dia 30.09.1987, no Cocoanut Grove, nightclub do Ambassador Hotel, L.A. (local onde, entre outros acontecimentos, Robert Kennedy foi assassinado e Tom Waits gravou o surreal vídeo para God's Away On Business), juntava-se uma constelação para homenagear a voz, a composição musical e a pessoa de Roy Orbison - que morreria cerca de um ano depois.
Foi um concerto a preto e branco, como a música que lhe serviu de pretexto, que seria transmitido pela cadeia HBO no dia 03.01.1988.
A constituição de equipa foi mesmo uma coisa assombrosa:
- um "quarteto defensivo", na rectaguarda, a TCB Band, que havia acompanhado Elvis ao vivo até à sua morte, em 1977: Ronnie Tutt na bateria, Jerry Scheff no baixo, Glenn D. Hardin no piano e o excelente James Burton na guitarra. Na rectaguarda, refira-se também o nome do peruano Alex Acuña, nas percussões, e o de Mike Utley, nas teclas.
- um trio de vozes femininas, Bonnie Raitt, Jennifer Warnes e k.d. Lang;
- outro trio de rapazes cantores (que aqui ou ali também pegaram em guitarras acústicas), J.D. Souther, Steve Soles e Jackson Browne;
- nas guitarras e voz, contribuiram Elvis Costello e Bruce Springsteen;
- em algumas músicas, esteve Tom Waits nas teclas ou na guitarra.
- a direcção musical esteve a cargo de T-Bone Burnett - que também pegou no "machado" de 6 cordas, no final.
À frente de todos eles, o emocionado, encavacado e enternecido Roy Orbison.

[Lembro-me da altura em que este filme-concerto passou na TV de cá. Gravei e vi bastantes vezes. Parece que já há edição em DVD - há que investigar...]

O espectáculo começou num registo calmo, com músicas como Only The Lonely, Running Scared, The Comedian ou esta In Dreams...


In Dreams, Roy Orbison & Friends
excerto do filme-concerto "Roy Orbison and Friends: A Black & White Night" (1988)

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Olavo Lüpia, 23.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
21.6.08
«MY, MY, MY, MY, MY, MY, MY, MY...»

Skinny Love, Bon Iver
[Take Away Show, Parte II]

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Olavo Lüpia, 21.6.08 | Referências | 5 Feedback(s)
20.6.08
Porque hoje é Sexta...

Assembly, Wild Beasts
(2007)

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Olavo Lüpia, 20.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
19.6.08
Novidades - Wild Beasts (em formato Long Play)

E chega, finalmente, a estreia do melhor quarteto de Leeds que vão ouvir esta semana.
Para quem nunca os experimentou, o primeiro impacto tende a ser um choque e um "separar de águas", entre o gostar muito e o detestar em dose diametralmente oposta. É, por certo, o falsetto exuberante de Hayden Thorpe que começa por fazer tal separação, ao que se lhe segue o resto. Indiferente, garanto, ninguém ficará.
Há sempre, em cada terra um (pelo menos, um) ser estranho e original, com um estilo inspirado numa peculiar filosofia de vida, visto de soslaio pela maioria e figura que provoca o fascínio nuns poucos: pode ser por se lembrar de se vestir de mulher, pode ser por ser o bobo da terra, que produz prosa de inspiração instantânea carburada a vinho... pode ser por qualquer outro comportamento "desviante". Ora, os Wild Beasts são esse(a) gajo(a)!...
[no remanescente, continua a valer a descrição dos moços feita no primeiro texto que este tasco lhes devotou]

Quando o disco começa, logo nos primeiros segundos, vê-se a que vêm os Wild Beasts. Pop de luxo, com arranjos inteligentes e inesperados, um som que pode ser inspirado na corte Vitoriana, no cabaret ou nas guitarras dos Smiths, seja para cantar o sexo, a noite bem "regada" ou, até, a queda e a glória de um clube da bola (Woeboegone Wanderers).
Intrigante e discutível a não inclusão do impressionante Assembly (single anterior). Em resumo, uma belíssima e promissora estreia dos Beasts, prevendo-se um limar de arestas no plano traçado, expectável, até, pela natural maturação dos próprios membros da banda (na casa dos vinte, vinte e poucos anos). "Limbo, Panto" é, por isto, um grande candidato a revelação do ano.

Vigil For a Fuddy Duddy
Woeboegone Wanderers
Brace Bulging Buoyant Clairvoyants

[Ver ainda o vídeo do single Devil's Crayon]

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Olavo Lüpia, 19.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
18.6.08
Assustadoramente belo


Retrovertigo, Mr. Bungle
"California" (1999)

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Olavo Lüpia, 18.6.08 | Referências | 1 Feedback(s)
17.6.08
Da inspiração - Reciclagem
E se se fizesse uma música aproveitando as impulsivas e compulsivas cartas de publicidade que nos entram pelas caixas de correio? E se essas toneladas de lixo fossem mesmo utilizadas para se fazer qualquer coisa de produtivo?
E se servisse para fins musicais o que dizem, inflamadas e excitadas, aquelas pessoas que vão para um palanque de uma feira, com um microfone, preso por uma geringonça metálica ao pescoço, coberto por um lenço e ligado a uma colunas roufenhas, vendendo a chamada "pomada-jibóia" ou "banha-da-cobra"?
E se se aproveitasse artisticamente o que aquelas meninas e meninos, senhoras e senhores, damas e cavalheiros que aparecem nas tele-vendas, de roupas impecáveis e dentes perfeitos que ofuscam as nossas pupilas com a sua brancura?

«"Impossible!", you say?... Hard To Believe? Perhaps out of the realm of possibility?»*.
Pois saiba-se que já foi feito e com os costumeiros resultados brilhantes... Note-se apenas que a letra da música, hilariante, não aparece impressa junto com o disco "Small Change" (1976), antes aparecendo a seguinte mensagem:

«For the lyrics to 'Step Right Up' send by prepaid mail a photo of yourself, two dead cripping charlies, and a self addressed stamped envelope to:
the Tropicana Motor Hotel, Hollywood, California
c/o Young Tom Waits

please allow 30 days for delivery
»

Step Right Up - Tom Waits
"Small Change" (1976)

Podem ainda ver uma versão ao vivo da mesma música, de uma gravação vídeo para o programa alemão "Rockpalast" da WDR, em 1977.


Step Right Up, Tom Waits
(18.04.1977, estúdios da WDR, Colónia)

__________________________
* Nighthawk Postcards (From Easy Street), Tom Waits, "Nighthawks At The Diner" (1975).

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Olavo Lüpia, 17.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
16.6.08
A capella - à guitarra - a capella

For Emma, Forever Ago, Bon Iver
(Take Away Show)

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Blue Mondays.../Novidades

From Ghost Town - Robert Forster
"The Evangelist" (2008)

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15.6.08
O fascínio pelo assassino #2 (Mackie Messer/Mack, The Knife)/Domingo no Mundo
Die Moritat von Mackie Messer - Lotte Lenya ("Jenny")
de "A Ópera dos Três Vinténs" (1928), de Kurt Weil e Bertolt Brecht.


Mack The Knife, Louis Armstrong
ao vivo em Stuttgart (1959)

[O instrumental de Weil e Brecht foi ainda usado por Chico Buarque na composição d'"A Ópera do Malandro", em O Malandro.

O Malandro (Die Moritat von Mackie Messer) - Chico Buarque
"A Ópera do Malandro" (1979)]

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Olavo Lüpia, 15.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
Agenda - The Kittens

O duo The Kittens, formado por Bryan Mills (ex-The Divine Comedy) e Nicholas Munro, vem a Portugal para dois concertos, onde vão explicar o seu minimalismo folk aos de cá. Os concertos estão marcados para o próximo fim de semana: dia 20, em Barcelos, no Auditório da Biblioteca Municipal, e dia 21 na Tertúlia Castelense, na Maia.

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13.6.08
Porque hoje é Sexta...


Inní Mér Syngur Vitleysingur, Sigur Rós
"Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust" (2008)

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12.6.08
Novidades - Fleet Foxes

Ora, aqui está um bom disco folk-pop, com influências vocais que vão dos Beach Boys até aos "afilhados" esquisitos Animal Collective, um timbre de voz que faz lembrar o de Jim James dos My Morning Jacket e que, instrumentalmente, vai do folk mais tradicional de uns Crosby, Stills & Nash até aos Akron/Family.
A banda define o seu som como "pop jam com harmonias barrocas". Etiquetas à parte, podemos ouvir em "Fleet Foxes", o seu homónimo long play de estreia, belíssimas canções, onde abundam excelentes ideias e harmonias vocais complexas. Simplificando, soam muito bem, recomenda-se vivamente e fizeram-me lembrar o título de uma música dos Mogwai, Take Me Somewhere Nice - porque parece ser mesmo isso que a audição do disco provoca.
Tendo que destacar umas poucas de um disco uniforme e consistente, aqui ficam três, advertindo-se da mera exemplaridade da escolha.

White Winter Hymnal
Ragged Wood
He Doesn't Know Why

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11.6.08
Appetite for Destruction

Idle Hands, Gutter Twins
"Saturnalia" (2008)

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10.6.08
A coisa mais bonita que vão ouvir nos próximos 10 minutos...


Ára Bátur, Sigur Rós
"Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust" (2008)

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9.6.08
Portishead Vs Radiohead
The Rip - Portishead
"Third" (2008)


The Rip, Radiohead (Thom Yorke & Jonny Greenwood) [at ease web]

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Blue Mondays...

People Ain't No Good - Nick Cave & The Bad Seeds
"The Boatman's Call" (1997)

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8.6.08
Super Collider

O Gorilla Vs Bear recolheu, em vídeo e áudio, uma música nova dos Radiohead, apresentada na primeira das duas datas em Dublin, Irlanda, que davam início à digressão europeia da banda (digressão que não passa por cá...). Dá o título a este post e consiste em mais um momento piano-voz, ao estilo, por exemplo, de algumas das canções do disco a solo de Thom Yorke, "The Eraser" (2006).


Super Collider, Radiohead
(Dublin, 06.06.2008) *

[* som captado ao vivo e com menor qualidade, ainda que audível]

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6.6.08
Porque hoje é Sexta...

Off The Record - My Morning Jacket
"Z" (2005)

[Por falar nos My Morning Jacket, é editado na próxima semana o sucessor de "Z", denominado "Evil Urges".]

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5.6.08
Novidades - Sigur Rós


Os Sigur Rós apresentaram na estação de rádio BBC1 mais uma música do novo disco - pausa para respirar e ganhar coragem... - "Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust". Não há aqui grandes surpresas, quando se compara com a já aqui mencionada Gobbledigook. É daquelas músicas sossegadas e longas-que-não-parecem-longas que vão fazer as delícias dos saudosos de novas dos islandeses, com o nome Festival, num registo quase religioso.
[E eu a uma missa destas até ia...]


Festival, Sigur Rós

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4.6.08
Novidades - Manel Cruz

Está disponível desde Domingo o novo disco do Manel Cruz. E "Foge Foge Bandido" é logo um 3-em-1: dois discos ("O Amor Dá-me Tesão" e "Não Fui Eu Que Estraguei") e um livro.
Por isso, comecem por ir ao site do disco. Aí chegados, vão reparar em, pelo menos, duas coisas, o excelente visual do "tasco" e o bem que soam as músicas do novo projecto de um dos mais interessantes cantautores desta geração.
A questão é que a edição deste disco está limitada a 1.100 cópias e apenas o podem comprar através dos (excelentes e fiáveis) serviços da CDGO.com. Por isso, corram, corram, bandidos...

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Olavo Lüpia, 4.6.08 | Referências | 0 Feedback(s)
Novidades - Sparks

Estes são os irmãos Mael, Ron e Russell, que lançaram este ano o 21.º disco da carreira sob o nome Sparks.
Mais um disco bem interessante para os veteranos corredores de fundo (sempre pela "pista de fora") da pop, com influências maiores radicadas nos Beatles, mas também nos Beach Boys ou Beethoven ou Mozart... Chama-se "Exotic Creatures Of The Deep" e é o sucessor de "Hello Young Lovers" (2006) e "Lil' Beethoven " (2002).
E este disco já tem a sua historieta. Adivinhava-se, quando se decide dar a uma música o nome tão "(in)apropriado" Lighten Up, Morrissey. Nada do que se possa pensar, assim que se ouve a música! Trata-se apenas de uma canção que relata a frustração que sente a personagem masculina da canção, porque a sua namorada lhe recusa gratificação sexual porque ele não tem, entre outras qualidades, a verve intelectual do ex-Smiths... De resto, foi dito pelos Mael que era uma espécie de homenagem a Morrissey, de quem são fãs e que sabem que esse sentimento é mútuo.

Enquanto estão a ler este post (sim, os dois que ainda aqui caem por engano...), os Sparks continuam a sua maratona londrina consistente em fazer 21 concertos onde tocam os seus 21 discos, um cada noite, empreitada que começou em 16 de Maio, com o concerto dedicado ao inaugural "Sparks" (1971), e termina em 13 de Junho, com um concerto de apresentação do novo disco.

Good Morning
(She Got Me) Pregnant
Lighten Up, Morrissey


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3.6.08
Pah P-Pah Pah, Pah-Pah!
(30.12.2008-02.06.2008)

Bo Diddley - Bo Diddley
(1955)

Para além do inconfundível som de guitarra, deixou-nos o famoso e contagiante ritmo, que serviu de título ao post e de mote a muitas outras canções.


1969, The Stooges, "The Stooges" (1969);
She's The One
, Bruce Springsteen, "Born To Run" (1975);
Faith
, George Michael (1987);
Desire
, U2, "Rattle and Hum" (1988);
Screwdriver, The White Stripes "The White Stripes" (1999)

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2.6.08
Blue Mondays...

The Needle And The Damage Done - Neil Young
"Harvest" (1972)

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