16.9.09
Especial Bruce Springsteen #1 - Growin' Up
Uma das ideias que se tem de Bruce Springsteen, muito querida a qualquer americano - o 'average Joe' -, é a de que ele é "um de nós", um tipo perfeitamente normal, que, se o víssemos e não conhecêssemos, só à 57.ª vez (número caro ao Boss) e com juras ajoelhadas nos convenceríamos detentor de um qualquer talento artístico.
Conhecendo-o, e até às dois, três anos, quando toda a gente voltou a acordar para Springsteen, a ideia era a de um rocker velho, gasto, com músicas de três acordes e algum talento para juntar palavras. As probabilidades de um melómano mais intelectual olhar para Springsteen com admiração, por poca que fosse, eram tão grandes como as do Desportivo das Aves ganhar um campeonato nacional de futebol profissional.
Filho de um motorista de autocarros e de uma bibliotecária, Springsteen nasceu (Long Branch) e cresceu (Freehold) em New Jersey. Adolescência rebelde, relação problemática com um pai austero, que não entendia um tipo de cabelo comprido sempre agarrado a uma guitarra, e com a mania do rock, que queria que ele fosse um advogado (enquanto que a mãe preferia que fosse escritor), que lhe cortou o cabelo na cama de um hospital depois de um acidente de mota, a primeira banda que se conhece de Springsteen são os Castiles, em '65.
Mais tarde, fez parte do 'power trio' Earth, onde ganhou a alcunha que ainda hoje ostenta, The Boss, porque era quem ia receber o cachet e o distribuía pelos outros membros da banda; depois apareceram os Steel Mill, onde conheceu alguns músicos que viriam a fazer parte da E-Street Band, casos do teclista Danny Federici, do baterista Vini 'Mad Dog' Lopez e do 'Soprano' Steve Van Zandt; ainda há o registo de mais umas quantas bandas passageiras, como Dr. Zoom & The Sonic Boom, Sundance Blues Band e The Bruce Springsteen Band (entre '71 e os inícios de '72).
E assim chegamos a 1972, quando Springsteen junta à banda o pianista David L. Sancious e funda a E-Street Band.
Em 3 de Maio e já com o management assegurado por Mike Appel e Jim Cretecos, Springsteen faz uma audição bem sucedida frente a John Hammond (que havia 'descoberto Dylan dez anos antes), nos estúdios da Columbia, em NY, garantindo o seu primeiro contrato discográfico, enquanto continuava a fazer espectáculos, com banda e a solo, pelos bares daquela cidade.
Em baixo fica o registo em vídeo de Growin' Up - uma espécie de caricatura do artista enquanto jovem - desse ano e uma versão ao vivo do mesmo tema, num espectáculo em Cleveland da 'Darkness Tour', de 1978, com os seus característicos monólogos, meio storytelling, meio stand-up comedy, que haviam também de se lhe colar à imagem - para além da duração dos próprios concertos.


Growin' Up, Bruce Springsteen
10.08.1972, no 'Max's Kansas City', NY

Growin' Up - Bruce Springsteen & The E-Street Band
09.08.1978, Agora Theatre, Cleveland.

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17.3.09
California Dreamin'/Gravações caseiras

In The Rain
Never Came Back
Where Is The Change
Cooley-Munson, "In Debt" (1972)

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Olavo Lüpia, 17.3.09 | Referências | 1 Feedback(s)
19.12.08
Porque hoje é Sexta...

Sweet Touch Of Love - Allen Toussaint
"From A Whisper To A Scream" (1970)
Sweet Touch Of Love - Esther Phillips
"From A Whisper To A Scream" (1972)

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19.11.08
So Thank You...

For The Roses - Joni Mitchell
"For The Roses" (1972)

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2.6.08
Blue Mondays...

The Needle And The Damage Done - Neil Young
"Harvest" (1972)

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Olavo Lüpia, 2.6.08 | Referências | 1 Feedback(s)
17.4.08
A coisa mais bonita que vão ouvir nos próximos 5 minutos...

Esse acima é o Springsteen dos tempos da audição na Columbia Records (hoje, Sony), que se realizou em 03.05.1972 (ver também este postal antigo), onde, entre outras, o rapaz mostrou a John Hammond uma primitiva versão* de Mary Queen of Arkansas, que mais tarde haveria de aparecer - com algumas alterações - no seu fantástico disco de estreia, "Greetings From Asbury Park, N.J.", de 1973.
Nela se pode ver o romantismo (no bom sentido!) do jovem Springsteen, com a produção de algumas das mais belas frases do rock - e que lhe valeram, à altura, o incómodo rótulo de "novo Dylan".

Mary Queen of Arkansas - Bruce Springsteen
"Greetings From Asbury Park, N.J." (1973)
[letra]

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* a primeira versão desta música, gravada nos estúdios da Colombia Records, pode ser encontrada na colectânea "Tracks" (1998)

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Olavo Lüpia, 17.4.08 | Referências | 2 Feedback(s)
7.3.08
Porque hoje é Sexta...
Para esta Sexta, uma escolha consensual: quem não adora um bom folk/prog-rock soviético (bielorrusso, para ser preciso) do início dos anos 70?...


Kosiv Yasy Konushinu, Pesniary
(1972)

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3.3.08
Ainda não se confirma deus...
...mas confirma-se Lou Reed, Loulé, 20 de Julho!...
Fica-se, então, «à espera do homem».

Waiting For The Man, Lou Reed & John Cale
Ao vivo no "Bataclan", Paris, 1972

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Olavo Lüpia, 3.3.08 | Referências | 4 Feedback(s)
25.1.08
Porque hoje é Sexta...


Get On Top, Tim Buckley
"Greetings From L.A." (1972)

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24.10.07
Neil Young Reserva '72

Out On The Weekend, Neil Young
gravado nos estúdios da BBC, em 23.02.1971
música incluída, mais tarde, no fenomenástico "Harvest" (1972)

The Needle and The Damage Done - Neil Young
"Harvest" (1972)

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28.9.07
Porque hoje é Sexta...
Ziggy Stardust - David Bowie
"The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars" (1972)

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7.5.07
Pink Mo(o)ndays...

De antologia.

Pink Moon
Wich Will
Things Behind The Sun
Parasite

Nick Drake, "Pink Moon" (1972)

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Olavo Lüpia, 7.5.07 | Referências | 1 Feedback(s)
18.4.07
You can´t do that on stage anymore!
Mais uma vez, roubei um título de um post ao Frank Zappa. Mas acho que é apropriado, tendo em conta o que vos tenho para falar.

Podem dar nomes de cantores a cães (por exemplo, conheço um Alfredo e uma Amália que pertencem ao mesmo dono), mas não os podem fazer cantar. Ou podem?
Tomemos o exemplo de Seamus.
Seamus era um cão pertencente a Steve Marriott, amigo próximo dos membros dos Pink Floyd. Tendo reparado que o cão reagia bem à música, ladrando e uivando afinado, os Floyd decidiram compor um blues de estrutura clássica - 12 compassos (12-bar blues) - e dar os holofotes ao Seamus, que não só "canta" como dá o nome à música:

Seamus - Pink Floyd
"Meddle" (1971)

A experiência acabou por ser repetida no filme de Adrian Maben "Live at Pompeii" (1972), mas já sem letra, noutro tom, sem Seamus, mas com a sua substituta, Mademoiselle Nobs, pertencente a Madonna Bouglione, filha de um director de circo.
Ora, cá está ela:


E não rotulem isto de "estúpido" ou "desnexado" ou "coisa de artista que já não sabe mais que fazer".
Como é bom de ver, quer o Seamus quer a Mademoiselle Nobs têm (pelo menos) 2 grandes vantagens em relação a muitos cantores que por aí andam. A saber:
a) são mais afinados;
b) não se dão a ares (nem têm tiques) de super-estrelas.

A título de informação final, o filme "Live at Pompeii" foi lançado em formato DVD no ano de 2003 (e pode-se encontrar vários vídeos do mesmo no You Tube).

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Olavo Lüpia, 18.4.07 | Referências | 1 Feedback(s)
15.3.07
Growin' Up
1972, 10 de Agosto.
Bruce Springsteen tinha 22 anos e ia tocando (temporariamente) sozinho por vários clubs de New York.
O primeiro disco, o magistral "Greetings from Asbury Park, N.J." (matéria para um próximo 10/10, por certo), só chegaria no ano seguinte. A famosa audição na Columbia Records em frente a John Hammond (que havia também descoberto Dylan, uma década antes) havia sido há três meses - 3 de Maio, para ser mais preciso.
Uma das músicas que Bruce ia tocando nos seus rápidos sets era Growin' Up, que viria a ser gravada no disco de estreia e se tornaria num dos mais emblemáticos temas ao vivo de Springsteen.
É uma música excelente, com uma letra engraçadíssima - uma espécie de auto-biografia muito romanceada da sua adolescência - e, na mercearia da esquina, também conhecida por You Tube, existe um vídeo de Agosto no Max's Kansas City de NY, que passo a postar - apesar da imagem náo ser de grande qualidade.


Growin' Up, Bruce Springsteen
Performance de 10.08.1972, Max's Kansas City, NY
(letra)

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Olavo Lüpia, 15.3.07 | Referências | 1 Feedback(s)
30.11.06
Porque hoje (Não) É Sexta (Mas é como se fosse)...

Superstition, Stevie Wonder
original de "Talking Book" (1972)

(Com um ouvido atento às guitarras, ao baixo e aos sopros, percebe-se um pouco melhor onde o Kravitz e o Slash foram desencantar...
isto - Lenny Kravitz, "Mama Said", 1990)

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Olavo Lüpia, 30.11.06 | Referências | 0 Feedback(s)