2.10.06
(Raro) Momento de Erudição
(A meus "pais")

Após mais um visionamento do filme Shine, sobre a vida de David Helfgott, que andava maluquinho para tocar o Concerto para Piano #3, em Ré Menor, Op. 30, de Sergey Rachmaninov e que, depois de o tocar, ficou mesmo, achei que era impossível não postar qualquer coisa sobre tal monumento intemporal.
A primeira coisa que me vem à cabeça é dizer que quem gosta de ouvir música clássica porque relaxa vai ter uma grande desilusão. O concerto não é nada relaxante e, no final, só me apetece dar saltos e berrar muito!
Considerado por muitos como o concerto mais difícil para se tocar ao piano, não é só pela técnica que a coisa se torna difícil. Conseguir transportar para a interpretação a paixão que o desequilibrado Rachmaninov escreveu em papel de música é outra obra de incomensurável grandeza. Bem tocado, é uma experiência auditiva única.
Assim, com a ajuda do amigo do costume (You Tube), vou postar, em forma de vídeo, divido por três partes (uma por cada andamento), o concerto de que falo, através daquele que é considerado, unanimemente, como o seu melhor intérprete, Vladimir Horowitz. Nesta gravação, Horowitz apresenta-se já com cerca de 80 anos e é muito bem acompanhado pelo Maestro Zubin Mehta e pela New York Philarmonic.

1.º Andamento
2.º Andamento
3.º Andamento

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Olavo Lüpia, 2.10.06 | Referências |


3 Comments:


  • At 02 outubro, 2006 23:21, Blogger AG

    O amigo, com posts destes dificulta-me imenso a impertinência de lhe aconselhar uma escutadela ao novo do Beck, então não é que tornei a perceber o homem!!

    Está bem que não tem os rendilhados de guitarra tão ao seu gosto, mas tem, novamente, formas outras de tocar o que vai ranfunhando o FM.

     
  • At 02 outubro, 2006 23:28, Anonymous Pipinu

    Teus "pais" choram, agarrados um ao outro.

    Quanto aos videos, como diria um amigo nosso, "corre velhinho, corre"!

     
  • At 03 outubro, 2006 16:28, Blogger Claudio

    HorowitZ...Este senhor só pode ser louco....Nem ao menos uma pinga de suor...Toca isto como se fosse a coisa mais simples que alguma vez tocou...Enfim, a droga ainda faz milagres, mesmo nesta idade