18.9.08
Echoes

Numa semana em que se evoca Rick Wright e se reflecte sobre o som dos Pink Floyd, deixa-se aqui um recorte da era psicadélica, através da lendária capa da edição britânica do duplo "Ummagumma" (1969) e da música com o título mais longo do catálogo da banda - e, provavelmente, o mais longo que alguma vez existiu...

Several Small Species Of Furry Animals Gathered Together In A Cave and Grooving With A Pict
Pink Floyd, "Ummagumma" (1969)

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Olavo Lüpia, 18.9.08 | Referências | 4 Feedback(s)
16.9.08
Sob O Efeito de Hipnóticos/Decomposing Composers #6 ou The Great Gig In The Sky

Rick Wright [28.07.1943-15.09.2008] fundou os Pink Floyd, sendo o som das suas teclas um dos grandes responsáveis pelo psicadelismo do som dos primeiros tempos da banda, quer pela riqueza melódica, quer pelo ruído e dessintonias - dois lados bem patentes, por exemplo, em Pow R. Toc H. do disco de estreia dos Floyd (veja-se também este vídeo de Interstellar Overdrive, da mesma altura - extraído do hiper-recomendável April Skies do 'olheiro' M.A.).
Após ter lançado o seu primeiro disco, "Wet Dreams" (1978), Roger Waters destituiu-o da qualidade de membro da banda para, em seguida, o contratar como músico de acompanhamento, estatuto que foi tendo desde esses tempos até aos de "Division Bell" (1994), no qual volta a compor para os Pink Floyd.
Desde aí, lançou o seu segundo disco em 1996, com o nome "Broken China", e foi tocando ao vivo com a banda de sempre.
Com a sua morte, pressupõe-se que sejam definitivamente colocados de parte os rumores que apontavam para uma possível reunião dos Pink Floyd, que vêm desde que Waters, David Gilmour, Nick Mason e Wright tocaram juntos no espectáculo Live 8, no Verão de 2005.
Só resta desejar a Wright que 'parta uma perna' no grande concerto no céu.

Pow R. Toc H. - Pink Floyd
"The Piper At The Gates Of Dawn" (1967)
Saint Tropez - Pink Floyd
"Meddle" (1971)
The Great Gig In The Sky - Pink Floyd
"Dark Side of The Moon" (1973)

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Olavo Lüpia, 16.9.08 | Referências | 3 Feedback(s)
9.7.08
[Roger Keith Barrett (26.01.1946-07.07.2006)]

Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) - Pink Floyd
"Wish You Were Here" (1975)

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Olavo Lüpia, 9.7.08 | Referências | 0 Feedback(s)
16.2.08
Vídeos do Outro Mundo

Arnold Layne, Pink Floyd
(1967)

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Olavo Lüpia, 16.2.08 | Referências | 1 Feedback(s)
3.1.08
Dark Side of the Rainbow

Dos mais engraçados mitos que correm mundo relacionando música e cinema, acho bastante piada àquele a que se designou "The Dark Side of The Rainbow", "The Dark Side of Oz" ou "The Wizard of Floyd".
Para os que possam nunca ter ouvido falar disto, a receita explica-se assim: uma cópia a preto-e-branco (dizem que é melhor para a sincronização que a cópia a cores. Juro!) do "Feiticeiro de Oz" (1939); uma cópia do clássico "The Dark Side of The Moon" (1973) dos Pink Floyd. Modo de preparação: carregar no play do disco dos Floyd aquando ao 3.º rugido do leão da MGM.
Lembrem-se! Não é o 1.º rugido do leão da MGM (apesar de haver acólitos ferverosos que dizem que carregar no play nesta altura resolve alguns dos problemas de sincronização), muito menos o segundo rugido felino. «É o 3.º, estúpido!».
Coisas engraçadas (para além de outras): as passagens entre as primeiras músicas, de Breathe in The Air para On The Run, desta para Time até à cena do furacão que faz Dorothy (e a sua casa) voar para bem longe do Kansas e tem como banda sonora a faixa A Great Gig In The Sky e as vocalizações impressionantes de Clare Torry, criando um excelente efeito; a faixa Money entra em acção precisamente quando Dorothy abre a porta, revelando a estrada dos tijolos amarelos (yellow brick road) - altura em que o filme ganha cor.
Coisas um pouco mais engraçadas: os Floyd acham a teoria estapafúrdia, dizendo, desde logo, que há 35 anos não havia sequer meios em estúdio que permitissem a projecção do filme enquanto se gravava a música. Muito mais gira é a teoria de que o pessoal da MGM tinha uma máquina do tempo e foi aos anos 70 buscar uma cópia do "DSotM" e o trouxe de volta. Mas se calhar essas pessoas deviam era fumar tabaco, o que hoje em dia só se pode fazer na rua e faz muito frio.
Diga-se que, como é óbvio, o disco não apresenta a mesma duração do filme. O que fazer?
Também já surgiram muitas teorias sobre isto, desde o modo de repetição no leitor de cd's à rodagem subsequente de outros discos dos Floyd dos anos 70 [hipóteses já estudadas: a) o "Animals" (1977), seguido das faixas 2 e 5 do "Meddle" (1971) - sim, as faixas #2 e #5 e não outras. A sério; b) o mesmo "Animals" seguido do "The Wall" (1979); c) o "Wish You Were Here" (1975)].
Perguntam vocês: «E para quem não tem a paciência, ingredientes ou meios para fazer a experiência?». Não há problema, porque a net está aí para nos ajudar. Houve uma alma que se lembrou de fazer a sincronia e colocá-la nos vídeos do Google. Depois, bastou que o amigo Nande fizesse o favor de me enviar o link da coisa aqui há uns tempos, o que muito lhe agradeço.
Aqui fica:




(Para mais informações cliquem, por exemplo, aqui)

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Olavo Lüpia, 3.1.08 | Referências | 7 Feedback(s)
9.7.07
Blue Mondays...
Fez por estes dias um ano que o corpo de Syd Barrett decidiu finalmente fazer companhia à sua mente e, também ele, ajustou os controles para o coração do sol.
A vida e obra de Syd Barrett ficam para sempre ligadas aos Pink Floyd, ainda que Barrett apenas tenha gravado com a banda o seu debut, "The Piper at the Gates of Dawn" (1967). A instabilidade mental do diamante louco dos Pink Floyd começou a tornar-se demasiado absorvente e a banda, em Janeiro de 1968, decidiu não o levar para uma série de espectáculos, assim se consumando a ruptura de Barrett com a banda.
A solo, Syd gravou ainda "The Madcap Laughs" e "Barrett" (ambos de 1970).
Em 1975, os Pink Floyd gravam um dos seus melhores discos, "Wish You Were Here", completamente dedicado ao seu ex-membro.

No Good Trying - Syd Barrett
"The Madcap Laughs" (1970)

Welcome to the Machine - Pink Floyd
Wish You Were Here - Pink Floyd
"Wish You Were Here" (1975)

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Olavo Lüpia, 9.7.07 | Referências | 1 Feedback(s)
18.4.07
You can´t do that on stage anymore!
Mais uma vez, roubei um título de um post ao Frank Zappa. Mas acho que é apropriado, tendo em conta o que vos tenho para falar.

Podem dar nomes de cantores a cães (por exemplo, conheço um Alfredo e uma Amália que pertencem ao mesmo dono), mas não os podem fazer cantar. Ou podem?
Tomemos o exemplo de Seamus.
Seamus era um cão pertencente a Steve Marriott, amigo próximo dos membros dos Pink Floyd. Tendo reparado que o cão reagia bem à música, ladrando e uivando afinado, os Floyd decidiram compor um blues de estrutura clássica - 12 compassos (12-bar blues) - e dar os holofotes ao Seamus, que não só "canta" como dá o nome à música:

Seamus - Pink Floyd
"Meddle" (1971)

A experiência acabou por ser repetida no filme de Adrian Maben "Live at Pompeii" (1972), mas já sem letra, noutro tom, sem Seamus, mas com a sua substituta, Mademoiselle Nobs, pertencente a Madonna Bouglione, filha de um director de circo.
Ora, cá está ela:


E não rotulem isto de "estúpido" ou "desnexado" ou "coisa de artista que já não sabe mais que fazer".
Como é bom de ver, quer o Seamus quer a Mademoiselle Nobs têm (pelo menos) 2 grandes vantagens em relação a muitos cantores que por aí andam. A saber:
a) são mais afinados;
b) não se dão a ares (nem têm tiques) de super-estrelas.

A título de informação final, o filme "Live at Pompeii" foi lançado em formato DVD no ano de 2003 (e pode-se encontrar vários vídeos do mesmo no You Tube).

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Olavo Lüpia, 18.4.07 | Referências | 1 Feedback(s)
11.4.07
"Radiodread"
E se uns maluquinhos se decidissem a fazer uma recriação em "dub" de um dos melhores discos de sempre, mais precisamente o "O.K. Computer" (1997) dos Radiohead?
A coisa vai-se ouvindo bem até mais ou menos metade, mas depois a formatação da batida e guitarra "dub" começa a dar de si - ouvir esse retrato da vida citadina stressada, que transforma o homem em máquina, Fitter Happier, dito com um inglês de uma ilha das Caraíbas é, no mínimo, risível.
No entanto, sempre fica a curiosidade. E, para quem tem este disco como um dos seus impreteríveis, sempre vai achar alguma piada à revisitação.
Aqui fica a recriação de dois clássicos: Paranoid Android e Electioneering - um dos momentos musicalmente mais conseguidos do disco.

Paranoid Android - Easy All-Stars
Electioneering - Easy All-Stars
"Radiodread" (2006).

Dos mesmos malucos, existe ainda a revisitação de outro disco intemporal: "The Dark Side of The Moon" (1973), dos Pink Floyd.
Aqui deixo a versão de outro clássico:

Money - Easy All-Stars
"The Dub Side of The Moon" (2003)

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Olavo Lüpia, 11.4.07 | Referências | 0 Feedback(s)
16.11.06
E pró amigo do alheio, não vai nada, nada, nada?


Legenda: "Neste Estabelecimento não há (1)tabaco nem (2)dinheiro"

Que tempos nefandos estes em que as "vacas magras" se fazem sentir até para os (3)amigos do alheio...

(1)Cigarettes and Chocolate Milk - Rufus Wainwright, "Poses" (2001)
(2)Money - Pink Floyd, "The Dark Side of The Moon" (1973)
(3)2+2=5 - Radiohead, "Hail to The Thief" (2003)


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Olavo Lüpia, 16.11.06 | Referências | 1 Feedback(s)
9.11.06
17 anos depois...
...a lembrança e a banda sonora.

Comfortably Numb, Pink Floyd
"The Wall", editado uma década antes, mais precisamente, em 30.11.1979

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Olavo Lüpia, 9.11.06 | Referências | 1 Feedback(s)