18.8.09
First Rays of the New Rising Sun/Concertos
O ano do tasco começou assim.
E o 'cromo' que colocamos em baixo até é repetido, mas incontornável. Faz hoje, ao raiar do dia (hora de Bethel, NY), 40 anos sobre o concerto de Jimi Hendrix no Festival de Woodstock, sob a designação The Gipsy Sun & Rainbows.
Aqui fica, completa, a esfuziante actuação do 'bando de ciganos' de Jimi Hendrix.


The Gipsy Sun & Rainbows (The Jimi Hendrix Experience)
Quinta de Max Yasgur, Bethel, NY, Festival de Woodstock
18.08.1969

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17.8.09
Blue Mondays...

Freedom, Richie Havens
Woodstock, 15.08.1969

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24.7.09
Porque hoje é Sexta...

I'm Easy - Boz Scaggs
"Boz Scaggs" (1969)

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4.5.09
Blue Mondays...

Tecumseh Valley - Townes Van Zandt
"Our Mother the Mountain" (1969)

«The name she gave was Caroline
Daughter of a miner
Her ways were free
It seemed to me
That sunshine walked beside her

She came from Spencer
Across the hill
She said her pa had sent her
’cause the coal was low
And soon the snow
Would turn the skies to winter

She said she’d come
To look for work
She was not seeking favors
And for a dime a day
And a place to stay
She’d turn those hands to labor

But the times were hard, Lord,
The jobs were few
All through Tecumseh Valley
But she asked around
And a job she found
Tending bar at Gypsy Sally’s

She saved enough to get back home
When spring replaced the winter
But her dreams were denied
Her pa had died
The word come down from Spencer

So she turned to whorin’ out on the streets
With all the lust inside her
And it was many a man
Returned again
To lay himself beside her

They found her down beneath the stairs
That led to Gypsy Sally’s
In her hand when she died
Was a note that cried
Fare thee well… Tecumseh Valley

The name she gave was Caroline (...)»

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25.2.09
O fascínio pelo assassino # 8 - Down By The River

Down By The River - Neil Young com os Crazy Horse
"Everybody Knows This Is Nowhere" (1969)

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14.1.09
Da inspiração - Blackwaterside e Black Mountain Side

Bert Jansch é um excelente guitarrista folk de origem escocesa que influenciou muitos outros guitarristas e músicos, como Donovan, Neil Young e, de forma mais patente, Nick Drake e Jimmy Page.
Foi precisamente com o já imortal mentor e guitarrista dos Zeppelin, cerca de dois meses mais velho que Jansch, que se originou uma querela por causa do tema Blackwaterside, que foi gravada por Bert Jansch no disco "Jack Orion" (1966) e creditada pelo mesmo como de raiz tradicional.
Sucede que Page gravou o tema Black Mountain Side no disco de estreia dos Led Zeppelin - que acaba de completar 40 anos -, e creditou-o em seu nome.
Jansch ficou tão satisfeito com a audição do tema por Jimmy Page como qualquer pessoa que acabasse de levar uma paulada na testa, não poupando no uso da palavra "roubo" e seus sinónimos e derivados. Page alega que Black Mountain Side é uma canção inspirada na tal canção tradicional e que era tocada por muitos artistas e bandas folk da altura. Tirem as vossas próprias conclusões...


Blackwaterside, Bert Jansch
"Jack Orion" (1966)


Black Mountain Side, Led Zeppelin
"Led Zeppelin" (1969)

No que toca aos Zeppelin, e depois de muitos avanços e recuos, não se espera que se voltem a reunir - com o filho de John Bonham, Jason, na bateria. Primeiro foi Robert Plant a fechar a porta. Ainda foi equacionada a possibilidade de se sair para a estrada com outro vocalista (e nessa altura, o nome de Chris Cornell foi falado), mas o projecto é, a esta data, uma miragem.

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4.12.08
Decomposing Composers #9/You Can't Do That On Stage Anymore

Whippin' Post (*) (**), Frank Zappa [21.12.1940-04.12.1993]
Performance ao vivo no The Pier, NY, 26.08.1984

____________________________
(*) versão do original dos Allman Brothers, incluída no seu disco de estreia, homónimo, de 1969.
(**) Em adenda: imperdoável seria não mencionar que, no vídeo acima, a voz e teclados foram-lhe ofertados por Bobby Martin...

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1.10.08
Da inspiração - River Man & Round The Bend
Partimos de Beck e de "Sea Change", mais uma vez, até chegarmos ao monumento intemporal "Five Leaves Left"de Nick Drake. Desta vez, uma espécie de revisitação ao fabuloso River Man, com o nome Round The Bend.


River Man, Nick Drake
"Five Leaves Left" (1969)

Round The Bend, Beck
"Sea Change" (2002)

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18.9.08
Echoes

Numa semana em que se evoca Rick Wright e se reflecte sobre o som dos Pink Floyd, deixa-se aqui um recorte da era psicadélica, através da lendária capa da edição britânica do duplo "Ummagumma" (1969) e da música com o título mais longo do catálogo da banda - e, provavelmente, o mais longo que alguma vez existiu...

Several Small Species Of Furry Animals Gathered Together In A Cave and Grooving With A Pict
Pink Floyd, "Ummagumma" (1969)

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16.4.08

Sing A Song For You, Tim Buckley
[original de "Happy Sad" (1969)]

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3.3.08
Blue Mondays...

Candy Says
Pale Blue Eyes
The Velvet Underground, "The Velvet Underground" (1969)

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30.1.08
Este dia, na História da Música

Get Back, The Beatles
ao vivo, 30.01.1969 - concerto no topo do edifício dos Apple Studios, em Saville Road, Londres.

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14.12.07
Porque hoje é Sexta...
I Want You Back - Jackson 5
(1969)

[Adenda: curiosidade das curiosidades, acabo de descobrir que faz hoje precisamente 38 anos que os irmãos Jackson se estrearam na têvê, no programa do Ed Sullivan, onde também «performaram» esta musiquinha. É o vídeo abaixo.
Disclaimer: avisa-se os mais sensíveis que, para além do óbvio, as cores de que se reveste o vídeo são particularmente transtornantes. É completamente desaconselhável o visionamento a quem padeça de ataques de epilepsia.


Jackson 5 @ "The Ed Sullivan Show", 14.12.1969]

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4.12.07
Zappa In Regalia
Fez ontem 14 anos que o inetiquetável génio de Frank Zappa cessou de produzir ainda que esteja muito longe de se apagar. Por aqui faz-se uma pequeníssima parte.
Primeiramente, através de uma peça que sintetiza muito do que Zappa era: frases musicais que não passam pela cabeça de ninguém, arranjos extravagantes e a sensação de que está tudo fora da ordem normal... mas que só assim pode soar bem. E que bem que soa! Peaches en Regalia, numa versão ao vivo, que me parece ser dos anos 70, em vídeo - com o baterista Terry Bozzio em absoluto transe -, e o original de "Hot Rats" (1969), em áudio.


Peaches en Regalia (ao vivo), Frank Zappa

Peaches en Regalia - Frank Zappa
"Hot Rats" (1969)

Depois, uma música onde as características de cima se aplicam, acrescendo aquela tendência que Frank Zappa tinha para quebrar todas as regras musicais, como por exemplo, pôr um coro a cantar frases musicais rapidíssimas. Ninguém se imaginaria (pelo menos, seriamente) a fazer a maldade de colocar outrém a reverberar tal coisa com a voz...
É um dos maiores clássicos de Frank Zappa, que parte de uma premissa simples e lógica: uma mudança para o Montana para plantar uma cultura de fio dental e a consequente firme resolução de se tornar um "magnata do fio dental". Quem achar que não conhece Montana, que ouça e pense duas vezes se não há por ali uns riffs e melodias que já ouviu noutro local qualquer:


Montana, Frank Zappa
"Over-nite Sensation" (1973)

Caso para dizer, e citando o homem, «you can't do that on stage anymore»...

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Olavo Lüpia, 4.12.07 | Referências | 0 Feedback(s)
18.9.07
Excuse me while I kiss the sky...
Faz hoje 37 anos que Jimi Hendrix foi encontrado pela sua namorada de então, sufocado no seu próprio vómito, após se ter deitado aconchegado por nove comprimidos para dormir.
Enquanto este vivo, Hendrix revolucionou a guitarra, sendo, ontem, hoje e sempre, referência maior para todos os praticantes do popular instrumento.
Do wah-wah às dive-bombs, a técnica irrepreensível e uma imaginação sem par fizeram dele um mito. Dele é referido também o carácter afável.
Um dos seus espectáculos mais celebrado foi o concerto em Woodstock. Previsto para a meia-noite, por atrasos e dificuldades técnicas, o concerto só começou já na manhã do dia 18 de Agosto de 1969, quando cerca de metade da assistência já havia abandonado o local de Bethel, NY.
É um tour de force de Jimi Hendrix, com a banda que o próprio denominou de The Gipsy Suns and Rainbows, com os "experimentados" Mitch Mitchell na bateria e Billy Cox no baixo, aos quais se juntaram Larry Lee na guitarra e Jerry Velez e Juma Sultan na percussão (este último, clara e amplamente drógádo, o que contrastava - e muito - com o registo apenas "bastante pedrado" dos restantes).

Tocar guitarra com os dentes, dive-bombs, solos com distorção fuzz e wah-wah e todos estes combinados com uma versão ácida e imortal da Star Sprangled Banner são apenas alguns dos ingredientes que constam do registo vídeo do concerto.

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Olavo Lüpia, 18.9.07 | Referências | 0 Feedback(s)
26.6.07
Dancing days are here again...
Prepara-se a reunião de Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones dos Led Zeppelin, com o filho do malogrado John Bonham, Jason. A última reunião dos Led Zepp, já sem "Bonzo", deu-se com o Live Aid - na altura, com Phil Collins na bateria. Nos anos 90, Plant & Page gravaram juntos "No Quarter" (1994) e "Walking Into Clarksdale" (1998) e fizeram digressões.
A "desculpa", desta vez, é um concerto de homenagem ao fundador da companhia discográfica pela qual os Zepp gravaram os seus discos, a Atlantic. Ahmet Ertegun, de seu nome, faleceu no final de 2006, após passar vários anos em coma, em resultado de uma queda num concerto dos Rolling Stones (!!).
No meio das conversações ficou estipulado que, se tudo correr bem nesse concerto, os reunidos Led Zeppelin sairão para a estrada para uma digressão.

(fonte)

Heartbreaker, "Led Zeppelin II" (1969)

Friends, "Led Zeppelin III" (1970)

Four Sticks, "Led Zeppelin IV" (1971)

Dancing Days, "Houses of The Holy" (1973)

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Olavo Lüpia, 26.6.07 | Referências | 1 Feedback(s)
11.6.07
Blue Mondays...
... talvez na sua mais agitada edição de sempre.

Babe I'm Gonna Leave You
Dazed and Confused
Led Zeppelin, "Led Zeppelin" (1969)

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Olavo Lüpia, 11.6.07 | Referências | 0 Feedback(s)
9.1.07
10/10 (dez-em-dez) - "Five Leaves Left", 1969


3 discos, música intemporal, uma vasta legião de influenciados e seguidores. Qualquer desses discos é merecedor da classificação "10/10", se bem que, ainda assim, expresse a minha preferência por este "Five Leaves Left" e por "Pink Moon" (1972). De permeio, encontra-se o também excelente "Bryter Layter" (197o) - único gravado com uma verdadeira banda, onde se incluiam, entre outros, John Cale, tocando teclas e harpa).
É difícil escolher palavras para Nick Drake. Tinha uma voz fabulosa, era um compositor de mão cheia e um guitarrista excelente. A sua música encontra-se dentro do universo da folk tradicional britânica (pondo-o a par de Bert Jansch, por exemplo), não deixando, no entanto, de se mutar, por exemplo, em canções pop perfeitas (como Saturday Sun).
A verdade, no entanto, é que Nick Drake passou completamente despercebido enquanto foi vivo - a letra de Fruit Tree (link abaixo) é assustadora(mente bela), em relação a isso.
Os ambientes criados por Drake nas suas músicas mexem com o ouvinte e sugerem-lhe as mais variadas imagens, quase que dispensando a voz. Mas eis que ela aparece, quase sempre como um lamento, desconcertando o que resta de quem ouve - a título meramente exemplificativo, ouça-se River Man ou Day Is Done.
A melancolia e a depressão (Day Is Done), o bucolismo (The Thoughts Of Mary Jane), o romance falhado (Time Has Told Me) e a efemeridade da vida (Fruit Tree) são os estados de espírito dominantes das canções de "Five Leaves Left" - e de Drake, em geral.
O ponto de partida para as canções deste disco é sempre a guitarra acústica de Drake, ao que se lhe juntam o baixo de Danny Thompson, cordas, com arranjos de Robert Kirby, e a excelente percussão de Rocky Dzidzornu - ouça-se Three Hours e Cello Song.
A produção de Joe Boyd completa o quadro, dando um corpo sólido e coerente ao som de Drake.

Sempre relutante em actuar ao vivo, Drake ganhou também aversão a gravar discos depois do minimalismo (mais uma vez) incompreendido de "Pink Moon". Os seus problemas psiquiátricos foram tomando a sua vida por completo, deixando-o hospitalizado por diversas vezes.
Em 25 de Novembro de 1975, Drake morre aos 26 anos, ao que tudo indica devido a uma overdose de anti-depressivos. O mundo perdeu um dos seus compositores mais intrigantes e promissores.
Daí que, profecia-puxa-mito, este "Five Leaves Left" parecia absurdamente premonitor, tendo em conta os 5 anos que restaram entre a sua edição e a morte do "profeta", cumprindo-se, in totum, a profecia de Fruit Tree.
Misticismos à parte, o que realmente interessa dizer é que "Five Leaves Left" contém em si 10 músicas eternas. Ei-las, por ordem e das mais variadas maneiras possíveis:


Time Has Told Me


River Man

Three Hours

Way To Blue


Day Is Done


Cello Song

The Thoughts Of Mary Jane

Man In a Shed


Fruit Tree

Saturday Sun

(letras)

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Olavo Lüpia, 9.1.07 | Referências | 0 Feedback(s)
28.10.06
Saturday Sun
De um dos meus mitos (sim, mais um morto!) preferidos, Nick Drake, uma bela reflexão sobre o dia de hoje.
É do incontornável e lindíssimo "Five Leaves Left" (1969). Tendo em atenção a qualidade e influência do legado que Drake nos deixou (em apenas 3 discos!!), não se espantem que eu fale dele mais um bom punhado de vezes por aqui.
Por agora...

Saturday Sun - Nick Drake

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Olavo Lüpia, 28.10.06 | Referências | 0 Feedback(s)
20.9.06
Ainda dizem que a droga não faz bem?!!
The Beatles.
Provavelmente, a melhor banda de todos os tempos!
Dos cabelinhos com franjinha ridícula aos ácidos. Da roupinha preta e branca ao arco-íris "farpelar". De Love Me Do a I Am The Walrus...
Revolver ('66), Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band ('67), Magical Mistery Tour ('67) e o White Album ('68) - entre outros - são discos absolutamente fulcrais para o entendimento da música moderna como a nossa geração a herdou.
Curiosamente, a relevância musical da banda é directamente proporcional ao consumo de drogas dos seus membros:
- John começou a inspirar-se numa Lucy in the Sky with Diamonds (e, depois, no "matraquilho" Yoko Ono);
- Paul começou a fumar ganza como se não houvesse amanhã, para além dos ácidos da praxe (claro), e a compor música MESMO a sério - ou, nas palavras de Cavaco Silva, «música do c$%alho...»;
- George Harrison descobriu a cítara e o Ravi Shankar... e a guitarra dele começou a chorar suavemente;
- Ringo, que sempre se sentiu triste por lhe terem dado nome de cão e por não saber muito sobre o que era essa coisa de "tocar bateria", começou a usar as poucas noções de percussão que tinha... para o Bem!

Depois deste intróito pateta - como, aliás, todos os outros -, deixo-vos duas propostas.
A Tomorrow Never Knows, do Revolver (não, não se trata de uma sequela do novíssimo filme do Almodovar - que piada horrível...). É um marco incontornável da era psicadélica, exponenciada pela cena de S. Francisco dos finais dos 60's, com artistas como os Grateful Dead, Jefferson Airplane, The Mothers of Invention de Frank Zappa, Captain Beefheart ou Janis Joplin, passando pelo Verão do Amor ('67), culminando com o Woodstock, em Agosto de '69 .
Coincidência ou não, é em S. Francisco, no Candlestick Park, em 29 de Agosto de 1966, que os Beatles fazem o seu concerto de despedida. Em conversa com McCartney, ele disse-me o porquê de tão precoce despedida: «Eh, pá... Olavo, o povo berrava muito. Então, as gajas... Dassssssss! Eu não ouvia nada do que estava a fazer nem do que os outros tocavam. Quer dizer, no caso do Ringo até nem era mau, mas....». Ringo, himself, coçou a barba e ficou a olhar para o ar durante 7 minutos, até que acordou e disse, com um ar sábio: «Num me lembro...».
De qualquer forma, a música está fora do seu tempo. Muuuuuito à frente. Genial.

A segunda proposta é o Strawberry Fields Forever, do Magical Mistery Tour ('67), e não merece epíteto menor.
Uma obra de arte.
Nas palavras do Prof. Marcelo, «F...-se, Olavo! Essa música é o puto do fim do mundo».
Juro.
(Agora vou pedir aos meninos da minha mailing list para serem pacientes e ouvirem isto outra vez. Desculpem)
Propunha-vos três passos para se ouvir este "bocadinho de história", que são os seguintes:
1.º Ouçam a música só com a coluna da esquerda; depois
2.º Ouçam só com a da direita; (ou vice-versa) Por fim,
3.º Ouçam a música de forma normal, como a conhecem.

Impressionante, não é?... A mistura está feita de uma forma esquisitíssima e, no fundo, são 3 músicas numa só!
Ainda dizem que a droga não faz bem...

Tomorrow Never Knows
Strawberry Fields Forever

P.S. Nenhum Ringo Starr foi morto ou mal-tratado na redacção deste texto.

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Olavo Lüpia, 20.9.06 | Referências | 3 Feedback(s)