26.11.09

Phantasmagoria In Two
If The Rain Comes
I Can't Leave You Loving Me
Tim Buckley, "Live At The Folklore Center, NYC - March 6, 1967" (2009)

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16.11.09
Blue Mondays...
I Never Asked To Be Your Mountain - Tim Buckley
"Goodbye & Hello" (1967)

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10.7.09
Porque hoje é Sexta...
 
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13.11.08
09.07.1947-12.11.2008

Mitch Mitchell foi o fantástico baterista que propulsionou a elevada carga rítmica já de si inerente à música de Jimi Hendrix. Pegando nos elementos do jazz, do blues e do rock, Mitchell era uma prodigiosa síntese do que deve ser o baterista de uma banda rock, daí que acabasse por se tornar uma das maiores referências dos bateristas do estilo, não sendo de estranhar que muitos jovens mais ou menos impressionáveis tenham pegado nas baquetas depois de muito 'air drumming' ao som da Experience de Hendrix. E quem nunca praticou o 'air drumming' a ouvir Fire ou Manic Depression não pode gostar muito de rock...
Para a História fica ainda a experiência sonora do final do nada menos que sublime hino da era psicadélica Bold As Love, que fecha o segundo disco da Jimi Hendrix Experience, "Axis: Bold As Love", na qual o efeito flanger - normalmente reservado às guitarras e vozes - é aplicado pela primeira vez ao som da bateria, depois contagiando o resto dos instrumentos.

Manic Depression
Fire
The Jimi Hendrix Experience, "Are You Experienced?" (1967)
Bold As Love
The Jimi Hendrix Experience, "Axis: Bold As Love" (1967)

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18.9.08
Decomposing Composers #7
[27.11.1942 - 18.09.1970]


Não é apenas a guitarra de Hendrix que ecoará para sempre, sendo obrigatória a lembrança da vertente criadora de Hendrix, seja no domínio do jazz (Third Stone From The Sun), blues (Red House), rock (Spanish Castle Magic) ou pop (Bold As Love)... sempre em tons psicadélicos.

Third Stone From The Sun
Red House
The Jimi Hendrix Experience, "Are You Experienced?" (1967)
Spanish Castle Magic
Bold As Love
The Jimi Hendrix Experience, "Axis: Bold As Love" (1967)

Ver ainda o post de há um ano atrás sobre a morte de Hendrix e o concerto de Woodstock (com vídeo integral do espectáculo).

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16.9.08
Sob O Efeito de Hipnóticos/Decomposing Composers #6 ou The Great Gig In The Sky

Rick Wright [28.07.1943-15.09.2008] fundou os Pink Floyd, sendo o som das suas teclas um dos grandes responsáveis pelo psicadelismo do som dos primeiros tempos da banda, quer pela riqueza melódica, quer pelo ruído e dessintonias - dois lados bem patentes, por exemplo, em Pow R. Toc H. do disco de estreia dos Floyd (veja-se também este vídeo de Interstellar Overdrive, da mesma altura - extraído do hiper-recomendável April Skies do 'olheiro' M.A.).
Após ter lançado o seu primeiro disco, "Wet Dreams" (1978), Roger Waters destituiu-o da qualidade de membro da banda para, em seguida, o contratar como músico de acompanhamento, estatuto que foi tendo desde esses tempos até aos de "Division Bell" (1994), no qual volta a compor para os Pink Floyd.
Desde aí, lançou o seu segundo disco em 1996, com o nome "Broken China", e foi tocando ao vivo com a banda de sempre.
Com a sua morte, pressupõe-se que sejam definitivamente colocados de parte os rumores que apontavam para uma possível reunião dos Pink Floyd, que vêm desde que Waters, David Gilmour, Nick Mason e Wright tocaram juntos no espectáculo Live 8, no Verão de 2005.
Só resta desejar a Wright que 'parta uma perna' no grande concerto no céu.

Pow R. Toc H. - Pink Floyd
"The Piper At The Gates Of Dawn" (1967)
Saint Tropez - Pink Floyd
"Meddle" (1971)
The Great Gig In The Sky - Pink Floyd
"Dark Side of The Moon" (1973)

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Olavo Lüpia, 16.9.08 | Referências | 3 Feedback(s)
23.5.08
Porque hoje é Sexta...

I Am The Walrus, The Beatles
excerto do filme "Magical Mystery Tour" (1967), estreado na BBC2 em 26.12 (Boxing Day) de 1967.

I Am The Walrus - The Beatles
"Magical Mistery Tour" (1967)

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16.2.08
Vídeos do Outro Mundo

Arnold Layne, Pink Floyd
(1967)

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1.10.07
Blue Mondays...

These Days - Nico
"Chelsea Girl" (1967)

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3.9.07
Blue Mondays...

De Tim Buckley, dois autênticos monumentos intemporais, retirados do seu segundo disco.

Once I Was
Phantasmagoria In Two

Tim Buckley, "Goodbye and Hello" (1967)

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5.7.07
Universos Paralelos
O mote para hoje é o clássico dos Velvet Underground, Venus In Furs, sobre o livro homónimo de Sacher-Masoch, escritor alemão que iria dar origem ao termo "masoquismo" - e que, com certeza, «era muito gajo» para ir para os copos com o Marquês de Sade, se alguma vez o tivesse conhecido.
Tecnicamente, curiosidade para o facto de a guitarra de Lou Reed ter as suas seis cordas afinadas na nota Ré - aquilo que ficou conhecido como a afinação ou guitarra Ostrich.

Venus In Furs - Velvet Underground
"Velvet Underground & Nico" (1967)

Em 2005, foi lançada com o jornal "Público" uma compilação excelente de música portuguesa, denominada "Uma Outra História", com José Mário Branco a cantar Chico Buarque, Old Jerusalem a cantar Buffalo Springfield, Margarida Pinto e Tó Trips (Dead Combo) cantando e tocando Ornatos Violeta, Anabela Duarte, Mário Delgado, Zé Nabo e Alexandre Frazão a fazerem uma versão d'Os Mutantes, ou até a versão da música Inquietação (Zé Mário Branco) que viria a fazer parte do "1970", do JP Simões.
Consta também desse disco (que viria depois a ser igualmente distribuído pelas FNAC's), uma versão da música Venus In Furs, adaptada para o português, e cantada e tocada por Ana Deus, Carlos Zíngaro, Regina Guimarães e The Zany Dislexic Band.

Venus In Furs - Ana Deus, Carlos Zíngaro, Regina Guimarães e The Zany Dislexic Band
"Uma Outra História" (2005)

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Olavo Lüpia, 5.7.07 | Referências | 2 Feedback(s)
20.6.07
Good Vibrations
Brian Wilson, ex-membro e mentor dos The Beach Boys, chega hoje aos 65 anos.
Com os Beach Boys, firmou-se como um dos compositores mais importantes da música popular made in USA.
Para o celebrar, recordamos o célebre e especial disco "SMiLE", lançado em 2004.
Um disco especial, que começou a ser gravado pelos Beach Boys, em 1966 e 1967 (parece que tudo nos leva a este ano!), sendo, no entanto, as sessões de gravação interrompidas nesse ano, em Maio, e o disco abandonado.
No entanto, os registos das gravações continuaram nas mãos de Wilson, que, apesar de sempre se ter mostrado relutante em colocar o material à disposição do público (e pulularam pelo mercado, ao longo dos anos, várias bootlegs de "SMiLE"), acaba por, surpreendentemente, acabar o trabalho que havia deixado interrompido quase quarenta anos antes.
Em "SMiLE" são bem reconhecidas todas as particularidades de composição e arranjos de Brian Wilson. Os arranjos vocais inconfundíveis e a grandeza na escrita de canções pop, no denominado surf-rock e algum psicadelismo próprio da época (como em Mrs. O'Leary's Cow), que influenciaram músicos de todas as gerações até hoje, desde os Sparks, passando por Mike Patton (principalmente na fase de "California", 1999, com os Mr. Bungle), até aos mais recentes High Llamas, The Flaming Lips ou Akron/Family, entre muitos outros.

Não sendo o "Pet Sounds" (1966), "SMiLE" é um excelente conjunto de canções - uma espécie de uma pop-ópera, em 3 actos -, canções essas que (por opção?) se mantiveram praticamente imutáveis até ao seu definitivo lançamento.
Agora a música, a começar por essa verdadeira mini-sinfonia que é Heroes and Villains, numa irrepreensível versão ao vivo.


Heroes and Villains

Cabin Essence
Surf's Up

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Olavo Lüpia, 20.6.07 | Referências | 0 Feedback(s)
18.6.07
Monterey International Pop Music Festival

Numa altura em que passam 40 anos sobre muitos dos mais marcantes acontecimentos musicais (por referência ao excepcional ano de 1967), o Festival Pop de Monterey, Califórnia, não podia ser esquecido.
Todos os artistas que por lá passaram actuaram de borla (à excepção de Ravi Shankar) e as mais de 200.000 pessoas que por lá passaram pagaram 1 dólar para assistir. Os proveitos reverteram para acções de beneficiência.
Considerado como a ante-câmara para o "Verão do Amor", o Festival de Monterey também é visto como o acontecimento que serviu de referência para a realização do Festival de Woodstock (Agosto de 1969).

No primeiro dia, sexta-feira, 16.06.1967, apresentaram-se The Association, The Paupers, Lou Rawls, Beverly, Johnny Rivers, os Animals e estes jovens Paul Simon e Art Garfunkel, aqui com Homeward Bound.


Homeward Bound, Simon & Garfunkel

No segundo dia, Sábado, 17.06.1967, actuaram Canned Heat, Big Brother & The Holding Company (com Janis Joplin), Country Joe and The Fish, Al Kooper, The Paul Butterfield Blues Band, Quicksilver Messenger Service, Steve Miller Band, The Electric Flag, Moby Grape, Hugh Masekela, The Byrds, Laura Nyro, Jefferson Airplane, Booker T and The MG's e Otis Redding.


Ball and Chain, Big Brother & The Holding Company (com Janis Joplin)

Para o último dia, Domingo, 18.06.1967, ficaram guardadas as actuações de Ravi Shankar, The Blues Project, Big Brother & The Holding Company, The Group With No Name, Buffalo Springfield, The Who, Grateful Dead, The Jimi Hendrix Experience, Scott McKenzie e os The Mamas & The Papas.


San Francisco, Scott McKenzie com os The Mamas & The Papas


Para finalizar, deixo um recorte daquele que terá sido o momento performativo mais marcante de Monterey: a actuação da Experience de Jimi Hendrix. Mais concretamente, o final do seu set, com a versão de Wild Thing (original de Chip Taylor, originalmente gravada pelos The Wild Ones, mas mais conhecida pela versão dos The Troggs), na qual Hendrix queima e destrói a sua Fender Stratocaster.


Wild Thing, The Jimi Hendrix Experience

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Olavo Lüpia, 18.6.07 | Referências | 1 Feedback(s)
Blue Mondays... (Especial Monterey Pop Festival)
Otis Redding também passou pelo Monterey Pop Festival, faz hoje 40 anos, onde se pautou por uma extraordinária actuação.
Aqui fica um excelente exemplo, com a soul de I've Been Loving You For Too Long.


I've Been Loving You For Too Long, Otis Redding

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Olavo Lüpia, 18.6.07 | Referências | 1 Feedback(s)
1.6.07
10/10 (dez-em-dez) - "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967)


Alterando as primeiras palavras que nos são cantadas no disco, «it was 40 years ago, today...» que se ouviu pela primeira vez um disco dos Beatles que marcou a história da música.
"Sgt. Peppers..." foi lançado em 01 de Junho de 1967 no Reino Unido e no dia seguinte nos Estados Unidos.
Aproveitando o caminho de experimentalismo psicadélico aberto com "Revolver", este disco parte daí para ir mais além. Os speakers Leslie, o fuzz das guitarras, os efeitos "phaser" e "flanger", o Mellotron, efeitos de reversão (reproduzindo partes instrumentais ao contrário, entenda-se)... tudo valeu e tudo foi testado.
O início do disco basta para deixar qualquer um sem fôlego, com o tema-título, seguido de With a Little Help From My Friends, Lucy In The Sky With Diamonds e Getting Better... Depois Fixing a Hole, onde a tonalidade clássica do cravo se junta ao music-hall e ao rock.
Logo a seguir, outro clássico: She's Leaving Home, a que se sucede outra grande música, entre o music-hall e a pop, Being For The Benefit of Mr. Kite.

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Getting Better
Fixing A Hole

A segunda parte do disco começa de uma forma absolutamente desconcertante, com as cítaras e percussões exóticas de Within You Without You e a influência profunda que a música de Ravi Shankar trouxe ao aqui compositor George Harrison. É, sem favor, uma das peças maiores do disco. Como resposta, aparecem os incontornáveis sopros de When I'm Sixty-Four (onde se destaca, claro, o clarinete). A adorável Lovely Rita aparece depois, com sentimento pop e teclas R&B.
De sopros e percussão se constrói Good Morning Good Morning, até o solo de guitarra de Harrison caotizar a música.

Within You Without You
Good Morning Good Morning

O fim do disco surpreende mais uma vez com a reprise de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band que antecede mais uma peça de antologia, A Day In The Life.

A Day In The Life

O caminho traçado em "Sgt. Pepper's..." foi mais um marco e um salto para a frente na história da música. Com ele, os Beatles fizeram na pop/rock mais mainstream o que Frank Zappa acabaria por fazer em quase todos os outros estilos musicais: a partir daqui, tudo era possível! As portas para a modernidade abertas em "Revolver" tinham-se agora escancarado definitivamente.
E já tem 40 anos...

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Olavo Lüpia, 1.6.07 | Referências | 3 Feedback(s)
16.4.07
Sob o efeito de hipnóticos
Para ser correcto, neste caso estamos mesmo a falar de alucinogénios.
LSD, pronto.

O ano é 1967, o sítio é S. Francisco, onde estão os Grateful Dead, de Jerry Garcia, e Janis Joplin, que costumam encontrar-se para tocar juntos.
O Verão vai ser de amor, com flores na cabeça e corpos mais ou menos nus nos jardins da cidade da Golden Gate Bridge (para mais sobre o ano de 1967 neste blog, lembrem-se que as etiquetas abaixo podem ser preciosas).
Inspirados pelo conto de Lewis Carroll, "Alice no País das Maravilhas", os Jefferson Airplane de Grace Slick entram na acção do livro para nos trazer este White Rabbit (com críticas implícitas ao conformismo da sociedade e aos "decisores" da época):

«One pill makes you larger
And one pill makes you small
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all
Go ask Alice
When she's ten feet tall

And if you go chasing rabbits
And you know you're going to fall
Tell 'em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call
Recall Alice
When she was just small

When men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low
Go ask Alice
I think she'll know

When logic and proportion
Have fallen softly dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head
Feed your head
Feed your head


Quem conhece o livro reparará que algumas citações não batem certo com as personagens a quem são creditadas, mas quer-me parecer que, naquela altura, rigor era coisa que estes rockers achavam sobrevalorizada...
Aqui fica agora a música que acaba por nos fazer companhia quer no cinema ("Platoon", de Oliver Stone, e "O Jogo", de David Fincher, entre outros) quer na TV ("The Simpsons", "Futurama" ou "Os Sopranos").

White Rabbit - Jefferson Airplane
"Surrealistic Pillow" (1967)

No disco que saiu hoje na Europa (um disco de versões ao qual voltaremos posteriormente), de nome "Twelve", a instituição rock Patti Smith revisita o mesmo tema (40 anos depois).

White Rabbit - Patti Smith
"Twelve" (2007)

Curiosa (mas muito bem apanhada pelo pessoal da Wikipedia) é a ligação desta White Rabbit com a Can You Feel It, dos Jackson 5, e a Material Girl, da Madonna. Não acreditam? Então prestem atenção ao baixo nos seguintes recortes:

White Rabbit vs Can You Feel It vs Material Girl

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Olavo Lüpia, 16.4.07 | Referências | 0 Feedback(s)
8.2.07
Trova do tempo que passa
Goodbye and Hello - Tim Buckley
"Goodbye and Hello" (1967)

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Olavo Lüpia, 8.2.07 | Referências | 0 Feedback(s)
7.2.07
10/10 (dez-em-dez) - "Are You Experienced?", 1967

Talvez o melhor guitarrista de todos os tempos. De longe, um dos que influenciou mais gente. Pode dizer-se que existe a guitarra antes de Hendrix (AH) e outra depois de Hendrix (DH). Do uso do pedal de wha-wha [ouça-se Voodoo Chile (Slight Return)] ao som fuzz da guitarra, o uso do tremolo ou barra whammy para, em conjunto com o feedback, inventar as dive bombs... (Cenas!...)
É também um factor exponencial (espero não estar a dar uma argolada técnica!) da era psicadélica, da geração do amor e de Woodstock.

"Are You Experienced", lançado em 12.05.1967, é o primeiro LP da Jimi Hendrix Experience (com Hendrix na guitarra e voz, Chas Chandler no baixo e Mitch Mitchell na bateria).
Nele podemos encontrar de quase tudo: o rock «sexy» de Love Or Confusion, Fire ou Foxy Lady, com riffs fabulosos (como o de Purple Haze ou I Don't Live Today); o jazz «ácido» de Third Stone From The Sun ou Manic Depression; as baladas May This Be Love e The Wind Cries Mary; a completamente psicadélica Are You Experienced?; a soul de Remember; e o «12-bar blues» de Red House.
Já para não falar do mega êxito, Hey Joe.
Tudo isto servido com aqueles comprimidinhos mágicos que fazem a vida ficar bem mais colorida!... Em todos essas músicas existe o psicadelismo.
Em suma, um disco muito variado, uma das melhores álbuns de estreia de sempre. Um disco que apenas não chegou ao #1 das tabelas britânicas devido a outro monstro, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles.

Termino com uma história que é História.
Consta que Hendrix era um porreiraço, mesmo quando já nem conseguia falar e muito menos saber onde está... No dia 4 de Junho de '67, Hendrix tocava o último concerto em Londres, antes de voar até aos Estados Unidos. Esse espectáculo, no Saville Theatre, contou com muitas celebridades na plateia, como Eric Clapton, Jack Bruce, Brian Epstein e os Beatles McCartney e Harrison.
Pois bem, Hendrix aprendeu a tocar a música novinha dos Fab Four, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, e abriu o concerto com ela para lhes prestar homenagem! Conseguem imaginar um acto tão enorme como este no pop rock de hoje em dia?
Quanto ao que interessa:
Purple Haze
Manic Depression
Hey Joe
May This Be Love
The Wind Cries Mary
Fire
Foxey Lady
Are You Experienced?

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Olavo Lüpia, 7.2.07 | Referências | 0 Feedback(s)
6.2.07
Intermission
Ainda com o post anterior em mente, aqui está um clássico que também foi alvo de uma versão por parte de Old Jerusalem, presente na colectânea "Uma Outra História".


For What It's Worth, The Muppets*

(original dos Buffalo Springfield, do álbum homónimo de 1967)

* com um abraço especial ao Daniel e ao João

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Olavo Lüpia, 6.2.07 | Referências | 1 Feedback(s)
25.1.07
Música que "Tem de ser ouvida para se acreditar"
Foi assim que a Hit Parader descreveu a introdução de guitarra de Jimi Hendrix para Little Wing (1967).
De facto, é um pedaço de antologia o que Hendrix faz em apenas meio minuto. Os restantes dois minutos são simplesmente belíssimos.
Pensando bem, não haveria Yellow Ledbetter (Pearl Jam) ou Under The Bridge (Red Hot Chili Peppers) para ninguém (entre outras) se não se tivessem feito coisas como esta...

Little Wing - Jimi Hendrix
"Axis: Bold As Love" (1967)

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Olavo Lüpia, 25.1.07 | Referências | 0 Feedback(s)