30.1.08
Em terra de cegos

Foto: Elliott Erwitt

Contem todos os músicos cegos de que se conseguem lembrar, assim, de repente. Contem os vossos Stevie Wonder, Ray Charles, José Feliciano e outros que se lembrem.
Nada que se possa comparar ao primórdios dos blues no Sul esclavagista...

Dry Bone Shuffle - Blind Blake (1927)
How Can a Poor Stand Such Times - Blind Alfred Reed (1929)
Long Distance Moan - Blind Lemon Jefferson (1929)
God Moves On The Water - Blind Willie Johnson (1929)
Death Room Blues - Blind Willie McTell (1933)
Cross And Evil Women Blues - Blind Gary (1935)
Piccolo Rag - Blind Boy Fuller (1938)


Blind Boy Fuller acabaria por morrer não muito tempo depois:

The Death of Blind Boy Fuller - Brownie McGhee (1941)

Bob Dylan voltou ao bluesman Blind Willie McTell, numa música onde o homenageia, gravada em 1983 mas preterida no alinhamento de "Infidels" desse ano, chegando ao conhecimento público 8 anos depois. A música apresenta Dylan ao piano e Mark Knopfler na guitarra acústica.

Blind Willie McTell - Bob Dylan
"The Bootleg Series Volumes 1-3 (Rare & Unreleased) 1961-1991" (1991)

[Nota: Eu não consigo dizer bem o suficiente do Jazz-on-line. Uma verdadeira discoteca da primeira metade do século passado, com quase 20.000 títulos, entre o jazz (predominante), o blues e o folk - uma maravilha para maluquinhos como eu.]

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Olavo Lüpia, 30.1.08 | Referências | 0 Feedback(s)
18.3.07
Domingo no Mundo/Assustadoramente Belo
Gloomy Sunday - Billie Holiday
(1941)

Composta em 1933, sob o nome Szomorú Vasárnap, pelo pianista húngaro Rezső Seress como uma música de desespero e solidão, a letra foi, quase de imediato, substituída pelas palavras do poeta László Jávor, num registo já mais melancólico do que simplesmente depressivo.
Em 1936, a música chega aos Estados Unidos com o epíteto de «Canção Húngara do Suicídio», envolta da aura de mito urbano. Foi nesse ano traduzida para o inglês (esta tradução - a mais conhecida - é de Sam M. Lewis, que também lhe acrescentou uma terceira estrofe, dando a entender que tudo não passava de um sonho) e ficou conhecida depois desta interpretação de Lady Day, de 1941.
Em baixo ficam as várias versões mais conhecidas da letra:

Letra original de Seress (com tradução para inglês)
Letra de László Jávor (com tradução para inglês)
Letra de Sam Lewis
Uma outra letra traduzida, ainda de 1936, por Desmond Carter

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